sexta-feira, 4 de março de 2016

Nova contabilidade é importante para os negócios?

Olá a todos!
Os grandes “players” globais, como forma de maximizar os seus ativos financeiros, estão sempre em busca de alternativas confiáveis para empregar seu capital, dentre as quais, o investimento via mercado de capitais.
Contudo, o mercado de capitais brasileiro até pouco tempo atrás carecia da segurança e da transparência necessárias para atrair investidores estrangeiros institucionais.
Diante desse cenário, as entidades ligadas ao mercado de capitais (Abrasca, Apimec, Bovespa, CFC, Fipecafi e Ibracon) e os órgãos governamentais (CVM, Bacen, Susep e SRF) têm inserido regras contábeis compatíveis com os padrões internacionais de contabilidade conhecidos como International Financial Reporting Standards – IFRS devidamente respaldadas pela Lei n. 11.638/07 e alterações posteriores.
De um lado, a migração da contabilidade das empresas nacionais para os padrões internacionais tem municiado os investidores de informações seguras e transparentes para aplicação de seus recursos e, consequentemente, estimulado o crescimento do mercado de capitais brasileiro, dando-lhe mais liquidez.
Em contrapartida, as referidas empresas têm se desdobrado para harmonizar os seus interesses entre as novas regras contábeis e as tributárias, tarefa esta que tem demandado especial atenção.
Muitas organizações têm tido dificuldades em compreender o reflexo das normas contempladas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) perante a Secretaria da Receita Federal do Brasil.
Com o advento da Lei n. 12.973/14 diversas dúvidas no âmbito tributário foram espancadas, o que trouxe maior segurança aos investidores acerca da aplicação de seu capital.
Ora, se a empresa que se encontrar nessa situação não tiver o cuidado necessário, poderá prejudicar a interpretação do seu balanço contábil, e, como efeito, ficar à mercê das autoridades fiscais e afugentar potenciais investidores.
Diante desta análise, torna-se indubitável que as novidades trazidas pelo IFRS são benéficas sob o aspecto corporativo, vez que o início do processo de adequação aos padrões internacionais de contabilidade amplia a capacidade dos empresários e/ou executivos de atraírem novos recursos para o incremento de seus negócios.
Ou seja, o novo padrão contábil é bom para os negócios!
Forte abraço!
Roberto Goldstajn

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