terça-feira, 24 de novembro de 2015

Dano ambiental e o "compliance"!

Olá a todos!
Recentemente fomos surpreendidos por uma tragédia que a par de ceifar vidas, implicará em dano ambiental sem precedentes no Brasil ocorrida na cidade de Mariana/MG.
Dito acontecimento foi fruto do rompimento de barragem de rejeitos minerais em área explorada por um importante "player" do setor de mineração, cuja causa - e responsabilidades - ainda se encontram em fase apuração.
A barragem em questão teria sido afetada por algum abalo sísmico ou o evento é fruto de falta de fiscalização e/ou de manutenção?
O prejuízo causado por esse desastre certamente atingirá cifras bilionárias, abalando, inclusive, a reputação de seus acionistas controladores.
No caso em tela, restou claro a inexistência de cuidados com as boas práticas ambientais e pior, segundo engenheiros especializados, não simplesmente em favor do lucro da companhia, mas com perda de água e de minerais utilizáveis presentes nos resíduos.
Do sinistro, porém, pode-se extrair lições como, por exemplo, que com isso, as empresas devem se preocupar em adotar mecanismos de controles eficazes de seus processos administrativos internos ("compliance"), inclusive,  na esfera ambiental para o fim de evitar:
a) Aumento de contingências;
b) Repercussão negativa nos balanços;
c) Majoração do custo de capital total da empresa;
d) Dano à imagem;
e) Negativa de habilitação em concorrências privadas e/ou públicas; e
d) Fuga de Investidores Estrangeiros e/ou Nacionais.
Enfim, a implantação da política de "compliance" na rotina diária das empresas, por mais esse motivo, se torna imprescindível para a facilitar a continuidade de suas atividades.
Um forte abraço!
Roberto

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